sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010
Temos um precipicio a separar-nos as vidas. De um lado eu grito por ti. Do outro sussurras algo que não entendo. Por vezes soa-me a Quero-te, outras soa-me a Esquece-me... Podia tentar saltar para o outro lado, mas tenho medo. Não é medo de cair... A queda que se lixe! É medo de ouvir o que realmente tens para me dizer...
“Por muito tempo achei que a ausência é falta. E lastimava, ignorante, a falta. Hoje não a lastimo. Não há falta na ausência. A ausência é um estar em mim. E sinto-a, branca, tão pegada, aconchegada nos meus braços, que rio e danço e invento exclamações alegres, porque a ausência, essa ausência assimilada, ninguém a rouba mais de mim. Falta aquilo que me completa, nao sabendo se o que me completa, sente a minha falta.!“
Quem sou eu?Não sei responder (…)Talvez seja uma ilusão, talvez uma realidade fracassada, talvez um ser vazio que procura encontrar um caminho e um sentido para a sua vida.As horas passam, o tempo passa, continuo sem saber quem sou ao certo, sem saber se alguém realmente se interessa na minha existência, se alguém dá valor às coisas que têm a ver comigo, sem saber se o que faço é correcto ou errado, se vale a pena tentar fazer alguma coisa para que o que existe de mau, desapareça por completo, continuo sem saber nada, sem saber significados de certas coisas, sem saber porque sentimos certas coisas, sem saber porque conheço certas pessoas, sem saber porque é que às vezes me magoam, sem saber porque é que às vezes consigo ser mesmo feliz, sem saber porque é que há pessoas que não são o que parecem, sem saber porque sou odiada e amada ao mesmo tempo, sem saber porque passamos tanto tempo a ouvir coisas sem sentido nenhum, sem saber porque é que existimos.Não há bússolas para orientarem a minha vida, não há relógios sem pilhas para a pararem, não há explicação para o sentido da minha existência, nem para quem sou eu realmente.E agora?
Subscrever:
Mensagens (Atom)
